quinta-feira, 9 de julho de 2009

Momento deprê....




"Eu sei que estou completamente corrompido no que diz respeito
à minha velha natureza pecaminosa.Seja para que lado for que
eu me volte,não consigo fazer o bem.Quero,sim,mas não consigo.
Quando quero fazer o bem,não faço;e quando procuro não fazer
o que está errado,faço-o de todos os modos.Agora,se estou fazendo
aquilo que não quero,é simples dizer onde a dificuldade está:o pecado
ainda me retém entre suas garras malignas.Parece um fato da vida que,
quando quero fazer o que é correto,faço inevitavelmente o que está errado.
Quanto a minha nova natureza,eu gosto de fazer a vontade de Deus;contudo
existe alguma coisa bem no meu íntimo,lá em minha natureza inferior, que
está em guerra com a minha mente e ganha a luta,fazendo me escravo do pecado
que ainda está dentro de mim.Em minha mente desejo de bom grado ser um servo
de Deus mas ,em vez disso,vejo-me ainda escravizado ao pecado.
Assim,vocês podem ver como isto é:minha nova vida manda-me fazer o que é correto,porém a velha natureza que ainda está dentro de mim gosta de pecar.
Que situação terrível,esta em que estou!Quem é que me livrará da minha escravidão
e essa mortífera natureza inferior?" Romanos 7:15-25 Bíblia Viva.

Constantemente eu me vejo nessa situação,perdida em meus dilemas interiores,
na minha frustração de querer ser o que não sou,de fazer sempre o que abomino.
O que sou hoje nada tem a ver com oque sonhei para mim,tenho um ser idealizado
em minha mente de mim mesma,porém a cada dia caminho para mais longe dele.
Acredito que a vida é construida pelas nossas escolhas,e há algumas escolhas
que podem mudar o rumo completo da vida,algumas escolhas onde não há volta.
Pois é,acho que já fiz algumas dessas escolhas e acredite,não é fácil.As vezes
sinto que não vivo e sim sobrevivo...acordo todos os dias buscando me suportar
sorrindo,lutando,trabalhando para que ninguém perceba minha frustração,me forçando
a esconder de todos inclusive de mim aquele sentimento que eu não me permito sentir
nem demonstrar,que é a decepção comigo mesma.
Não quero ser ingrata,tenho muitas coisas e sou grata por elas,meus filhos
são lindos e saudáveis,minha mãe é MARAVILHOSA,trabalho,sou inteligente...mas
minha decepção é comigo mesma,não há outros culpados além de mim.
Eu queria poder remover esse sentimento,apertar uma tecla onde esquecese
o que eu gostaria de ser e pudesse viver,conviver com meus próprios erros
sem meu julgamento moral. EU SOU MEU PRÓPRIO ACUSADOR, não há ninguém
que me acuse mais do que eu mesma,ninguém que me lembre a todo momento
o quanto fracassei.

3 comentários:

Liciane disse...

Nossa, amiga... Vc se acusa de quê?
Saiba que nessa vida nada é fácil e ninguém é totalmente feliz... Todos sofremos, todos erramos... É natural errar.. É mais do que normal nos sentirmos frustrados... Não temos como saber qual caminho é o melhor, e se não foi o melhor e não podemos voltar, então devemos esquecer o que passou e tentar melhorar o caminho de ída, de alguma maneira...
Eu entendo o que vc sente...
Se quiser me escrever: licianebrikalski@gmail.com
podemos ser amigas!! fica bem!!
Bjss

Liciane disse...

Tua caminhada ainda não terminou....
A realidade te acolhe
dizendo que pela frente
o horizonte da vida necessita
de tuas palavras
e do teu silêncio.

Se amanhã sentires saudades,
lembra-te da fantasia e
sonha com tua próxima vitória.
Vitória que todas as armas do mundo
jamais conseguirão obter,
porque é uma vitória que surge da paz
e não do ressentimento.

É certo que irás encontrar situações
tempestuosas novamente,
mas haverá de ver sempre
o lado bom da chuva que cai
e não a faceta do raio que destrói.

Tu és jovem.
Atender a quem te chama é belo,
lutar por quem te rejeita
é quase chegar a perfeição.
A juventude precisa de sonhos
e se nutrir de lembranças,
assim como o leito dos rios
precisa da água que rola
e o coração necessita de afeto.

Não faças do amanhã
o sinônimo de nunca,
nem o ontem te seja o mesmo
que nunca mais.
Teus passos ficaram,
olhe para trás...
mas vá em frente
pois há muitos que precisam
que chegues para poderem seguir-te.

. disse...

Uma vez, me falaram sobre o equilíbrio. E eu percebi que tantas coisas estavam dando errado para mim porque eu o havia perdido. Há uma fina linha que separa quem somos e quem não queremos ser, material e espiritual, o que devemos fazer e o que não devemos fazer, o que queremos e o que não deviamos querer. É uma linha tão fina que é quase imperceptível e uma vez que ela se quebra, acabamos por deixar que tudo se misture e já não sabemos onde começa ou termina cada coisa.
O equilíbrio só é adquirido com consciência, com tempo. Quando nós descartamos tudo aquilo que nos faz mal e tudo aquilo que não gostaríamos de ser - e principalmente, com o tipo de pessoa que queremos que o mundo nos veja.
Acho que esse princípio é tudo, é o que me leva ao que eu chamo "felicidade".